nov
20

A bossa já não é tão nova, expressão dos anos 50, significava algo novo, uma nova moda. A música, fusão do samba com o jazz, recebeu este nome por se tratar de uma nova maneira de cantar samba, gênero até então marcado pela interpretação com voz empostada dos cantores da era do rádio.

Historicamente a bossa nova é um movimento da música popular brasileira surgido no final da década de 1950 e início da de 1960. O termo era relativo a um novo modo de cantar e tocar samba naquela época. Anos depois se tornaria um dos gêneros musicais brasileiros mais conhecidos em todo o mundo. Aproveitando o período de otimismo do governo JK, ele próprio chamado “o presidente bossa-nova”, e a fase final da política de boa-vizinhança norte americana, a bossa-nova tomou o Brasil e deu a volta ao mundo.

• 1958, foram lançados os dois primeiros discos que podem ser associados ao gênero: Chega de Saudade, de João Gilberto  e
Canção do Amor Demais, de Elizeth Cardoso, com músicas de
Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

A palavra bossa apareceu pela primeira vez na década de 1930, em Coisas Nossas, samba do popular cantor Noel Rosa:
“O samba, a prontidão/e outras bossas,/são nossas coisas(…)”.
A expressão bossa nova passou a ser utilizada também na década seguinte para aqueles sambas de breque, baseado no talento de improvisar paradas súbitas durante a música para encaixar falas.

Um embrião do movimento, já na década de 1950, eram as reuniões casuais de um grupo de músicos da classe média carioca, como o de Nara Leão. Nestes encontros, cada vez mais freqüentes, a partir de 1957, o grupo se reunia para fazer e ouvir música. Dentre os participantes estavam novos compositores da música brasileira, como Billy Blanco, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Sérgio Ricardo, entre outros. O grupo foi aumentando, abraçando também Chico Feitosa, João Gilberto, Luiz Carlos Vinhas, Ronaldo Bôscoli.

Outros importantes nomes foram:
Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes, Candinho, Baden Powell, Luizinho Eça, os irmãos Castro Neves, Newton Mendonça, Chico Feitosa, Lula Freire, Durval Ferreira, Sylvia Teiles, Normando Santos.

Leia mais…

out
09

Com a chegada do mês de outubro é dada a largada as tradicionais festas alemãs, que ocorrem em várias cidades do interior do estado. Populares e famosas por oferecem aos visitantes muito chopp, comida e música típica. Mas com o vigor da lei de tolerância zero a preocupação do visitante é em como curtir o chopp oferecido ao máximo, sem infringir a lei.

Mas os organizadores enfrentaram o desafio com muita criatividade e responsabilidade, para não deixar ninguém de fora desta grande festa. Muitas opções são oferecidas como o chopp sem álcool, as vans e os ônibus que levam até o local.

Saiba mais sobre os dias e preços das festas

Curiosidades:

• Oktoberfest vem do alemão e significa festa de outubro. A primeira Oktober no mundo aconteceu em Munique há mais de 190 anos atrás. Hoje existem mais de 2 mil festas, todas inspiradas em Munique.

• A 25ª Oktoberfest de Blumenau terá choopp sem álcool e oferecerá transporte para os visitantes, a Carona Segura, onde um voluntário da Escola Pública de Trânsito conduz o carro do folião embriagado até em casa e um outro veículo segue o carro, para trazer de volta o voluntário.

•  21ª Oktoberfest de Igrejinha terá cerveja sem álcool. Esta é uma das novidades apresentadas neste ano devido lei de tolerância zero, para que os visitantes possam consumir o produto e dirigir com tranqüilidade. Os organizadores do evento também estão oferecendo aos visitantes transporte em parceria com a empresa Citral.

Saiba mais sobre a Lei Seca

O notícias on-line perguntou para seus leitores:

Como curtir as tradicionais festas alemãs do mês de outubro sem desobedecer à lei de tolerância zero. Qual o meio de transporte que pretende usar. Vans, Carro próprio, Carona de amigo, Táxi, Ônibus ou devido à fiscalização optou este ano em não ir a Oktober?

Confira algumas opiniões de como os visitantes pretendem curtir a festa com responsabilidade. Leia o resto deste post »

out
06

Em fevereiro acontece a maior festa popular do país, o carnaval. A folia se espalha por todo o Brasil. Porém, o centro das atenções são os desfiles das escolas de samba que acontecem em diversas cidades. Os principais são Rio de Janeiro e São Paulo. Mas a gauchada não fica fora da festa. Além dos tradicionais bailes de carnaval que acontecem em salões por todo o estado, a capital, Porto Alegre, também realiza seu desfile de Escolas de Samba. Após muitos anos desfilando num sambódromo improvisado na avenida Augusto de Carvalho, os carnavalescos ganharam uma nova casa. O complexo Cultural do Porto Seco, na zona norte da cidade, abriga os barracões e a pista do desfile.

Se a estrutura na capital é menor que a proporção carioca, o amor pelo carnaval não é. Prova disso é o empenho das comunidades para colocar o bloco na rua. Quando termina fevereiro, já começam os preparativos para o próximo desfile. Ao longo do ano as comunidades não páram. É preciso traçar a estratégia para entrar e fazer bonito na avenida novamente.

Preparar as fantasias, ensaiar a bateria, quebrar tudo no samba…

Saiba mais sobre as principais escolas de samba de Porto Alegre:

Acadêmicos da Orgia                        Academia de Samba Praiana

Bambas da Orgia                               Embaixadores do Ritmo 

Estado Maior da Restinga                  Império da Zona Norte 

Imperadores do Samba                      Imperatriz Dona Leopoldina

União da Vila do IAPI

 

 

set
04

O “Notícia Online” perguntou a seus internautas: Como você se prepara para assistir o jogo do seu time de coração, seja no estádio ou em casa, na quarta-feira ou no domingo.

Torcer não se resume em ir para o estádio e vibrar a cada gol. É muito mais do que isso, envolve todos os preparativos que antecedem o jogo. Ansiedade e perspectivas de resultados.

Grêmio

Em 2006, o Grêmio aparecia em 6º lugar entre as maiores torcidas no Brasil, mas com o título de maior torcida entre os clubes de fora do eixo Rio – São Paulo. Em menos de 25 anos, o número de torcedores gremistas cresceu 13,78% ao ano, índice só alcançado por Flamengo, Corinthians e São Paulo. O clube tem 53% dos torcedores gaúchos, o percentual mais elevado entre todos os clubes em um único estado. A faixa etária predominante na torcida é a de 16 a 25 anos. O clube é representado pelas torcidas: Super Raça e Geral do Grêmio.  

Nem o mau tempo desanima a gremista Vanessa Walter Botelho, de 26 anos, que mesmo debaixo de chuva vai ao estádio incentivar o seu time. “Como na família somos todos fanáticos, principalmente meu pai, a chuva não nos impede e nem nos desmotiva”. Vanessa conta que a rotina no domingo é básica: ela acorda cedo, almoça com a família, mas não desgruda do rádio. “Se há críticas negativas, ficamos na obrigação de comparecer ao estádio para apoiar nosso time”, declara.

A paixão pelo Grêmio faz com que Kamille Moura, 26 anos, falte as aulas da faculdade para poder acompanhar os jogos do seu time. “Tenho aula todos os dias da semana, mas isso não me impede de acompanhar os jogos do Grêmio”. No último Grenal, Kamille faltou uma aula de contabilidade. A estudante conta que para não chegar atrasada no jogo, sai correndo do trabalho. “Quero chegar na hora certa, sentir a vibração da torcida e ver o meu time entrar em campo, sem nenhum risco de atraso”. Quando o jogo é no domingo “é mais tranquilo”, acorda cedo, sai para correr e o almoço é leve em consideração a agitação do jogo. Com uma hora e meia antes do início da partida ela vai para o estádio. “Chegando lá eu torço, xingo e grito muitoooooooo”. 

 Outras Histórias

 

 Internacional

O Internacional é pioneiro em Torcidas Organizadas. Nos anos 40, o colorado teve sua primeira torcida organizada, o lendário “Rolo Compressor”. O clube é representado pelas torcidas: Camisa 12, Super F.I.C.ONação Colorada e Guarda Popular.

Para o colorado Leonardo Soldatelli, de 28 anos, a preparação começa ainda no sábado lendo no jornal as notícias sobre a escalação do time. Se algum jogador importante desfalcar a equipe, o torcedor assume um semblante de preocupação. No domingo ele dorme até mais tarde, sem se preocupar com o horário de almoço. “Sofá preparado, camiseta do colorado na mão, rádio sintonizado e muita esperança”. Antes de o jogo começar existe o palpite para o placar. “Se o jogo é difícil sempre conto um gol para o adversário”.

Domingo é dia de jogo para a estudante Leila Ghiorzi Correa, 19 anos, que não perde uma partida do colorado. “Eu acordo e já separo a roupa que vou usar, a clássica camisa vermelha para dar sorte”. A primeira providencia é ligar para o namorado para combinar o horário de saída para o estádio. O almoço é acompanhado por Fabiano Baldasso, apresentador do programa Pré-Jornada, da Rádio Gaúcha, para saber as informações da partida. Em seguida é hora de preparar o lanche para o jogo, Leila sempre faz um bolo de chocolate para ela e o namorado. Os dois sempre encontram os amigos no Lucas Bar, em frente ao Beira-Rio para fazer a concentração para o jogo. “Conversamos sobre o time, o adversário e as possibilidades de mudanças na tabela da competição.” Faltando vinte minutos para o início da partida todos vão para o estádio.  Lugares escolhidos, perto da torcida Guarda Popular, em diagonal a linha de escanteio, agora é só “torcer e vibrar com todas as emoções que o futebol proporciona”.

Quer compartilhar como é o seu preparativo para o jogo?
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