A bossa já não é tão nova, expressão dos anos 50, significava algo novo, uma nova moda. A música, fusão do samba com o jazz, recebeu este nome por se tratar de uma nova maneira de cantar samba, gênero até então marcado pela interpretação com voz empostada dos cantores da era do rádio.
Historicamente a bossa nova é um movimento da música popular brasileira surgido no final da década de 1950 e início da de 1960. O termo era relativo a um novo modo de cantar e tocar samba naquela época. Anos depois se tornaria um dos gêneros musicais brasileiros mais conhecidos em todo o mundo. Aproveitando o período de otimismo do governo JK, ele próprio chamado “o presidente bossa-nova”, e a fase final da política de boa-vizinhança norte americana, a bossa-nova tomou o Brasil e deu a volta ao mundo.
• 1958, foram lançados os dois primeiros discos que podem ser associados ao gênero: Chega de Saudade, de João Gilberto e
Canção do Amor Demais, de Elizeth Cardoso, com músicas de
Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
A palavra bossa apareceu pela primeira vez na década de 1930, em Coisas Nossas, samba do popular cantor Noel Rosa:
“O samba, a prontidão/e outras bossas,/são nossas coisas(…)”.
A expressão bossa nova passou a ser utilizada também na década seguinte para aqueles sambas de breque, baseado no talento de improvisar paradas súbitas durante a música para encaixar falas.
Um embrião do movimento, já na década de 1950, eram as reuniões casuais de um grupo de músicos da classe média carioca, como o de Nara Leão. Nestes encontros, cada vez mais freqüentes, a partir de 1957, o grupo se reunia para fazer e ouvir música. Dentre os participantes estavam novos compositores da música brasileira, como Billy Blanco, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Sérgio Ricardo, entre outros. O grupo foi aumentando, abraçando também Chico Feitosa, João Gilberto, Luiz Carlos Vinhas, Ronaldo Bôscoli.
Outros importantes nomes foram:
Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes, Candinho, Baden Powell, Luizinho Eça, os irmãos Castro Neves, Newton Mendonça, Chico Feitosa, Lula Freire, Durval Ferreira, Sylvia Teiles, Normando Santos.



